UMA CONVERSA COM CELIA RIBEIRO

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COM SEIS LIVROS PUBLICADOS E UMA TRAJETÓRIA DE MUITA CLASSE, ELA SEGUE DEMOCRATIZANDO E ENSINANDO ETIQUETA SOCIAL

Apesar de não ter escolhido o tema etiqueta como objetivo jornalístico em sua carreira, Celia Ribeiro é reconhecida nacionalmente como uma das maiores especialistas no assunto. Nascida em Porto Alegre/RS e com formação acadêmica em Filosofia, ela iniciou sua aproximação com a mídia  - e com os leitores - através de uma coluna de teatro no jornal A Hora, veículo onde posteriormente passaria a dedicar-se ao jornalismo de Variedades. Também atuou como produtora e apresentadora de televisão no Grupo RBS, além de ser editora no jornal Zero Hora. Hoje, aposentada, não assina mais a coluna do caderno Donna (ZH).

AGEPES - Como aconteceu a aproximação com o tema etiqueta?

Celia Ribeiro - Quando iniciei meus cursos para debutantes (em grande moda nos principais clubes de Porto Alegre) comecei a pesquisar sobre etiqueta e comportamento e, ao iniciar minhas atividades como produtora e apresentadora de programas de televisão, inclui num programa diário dividido em quatro quadros um quadro semanal de etiqueta. Eu não escolhi etiqueta como objetivo jornalístico em minha carreira. Em 1991, o editor Ivan Pinheiro Machado, da L&PM, me encomendou o livro Etiqueta na Prática que foi best-seller nacional e vendeu mais de 100 mil exemplares. Escrevi seis livros de etiqueta um deles misturado com receitas gastronômicas. Por sinal, tenho três pockets da L&PM sobre receitas gastronômicas.

AGEPES - Quando lançado o livro Etiqueta século XXI, quais foram os rompimentos com o século passado  que mais chamaram a tua atenção?

Celia Ribeiro - Ao fazer a pesquisa para Etiqueta século XXI, lançado em 2005, abordei as uniões homoafetivas, coletei opiniões de muitos homossexuais e tratei o tema casamento gay, já aprovado em alguns países.

AGEPES - O que a levou a optar pelo formato de dicionário para o lançamento de tua última obra? Como foi a pesquisa  para a organização dos tópicos?

Celia Ribeiro - Escolhi a forma de dicionário para Etiqueta de Bolso, lançado em dezembro de 2014, para simplificar a pesquisa do leitor. É um formato já assumido nos Estados Unidos nos anos 80, mas não em pocket, em livros com mais de 500 páginas, tudo sobre etiqueta. Foi o livro que me deu mais trabalho e menos alegria para escrever, porque custei a encontrar a forma. Dominar a síntese não foi fácil.

AGEPES - Quais são consideradas as gafes mais recorrentes em eventos sociais?

Celia Ribeiro - Em um evento protocolar e social, estender primeiro a mão e até tomar a iniciativa de beijar a anfitriã (primeira-dama do Estado, por exemplo); beijar uma senhora mais velha que lhe é apresentada (até homens fazem isto); ao ser apresentada a alguém dizer "é a terceira vez que somos apresentadas, você nunca lembra de mim", levar docinhos dentro de um guardanapo e flores dos arranjos da festa para a casa, sem que a anfitriã recomende.

AGEPES - Quais as dúvidas de etiqueta mais frequentes do teu público relacionadas ao mundo dos casamentos e eventos?

Celia Ribeiro - A maior das dúvidas que minha coluna do caderno Donna recebia é como colocar no convite impresso quando as bebidas correm por conta dos convidados. Outra bem frequente era como se formam pares para entrar no cortejo de casamento e se noivos podem entrar juntos.

AGEPES - Há uma verdade absoluta no que tange as regras de etiqueta para eventos sociais ou é  possível imprimir personalidade sem ser deselegante com seus convidados? Ou seja, é possível ser menos formal sem sair da linha?

Celia Ribeiro - É possível, sim, ser informal, desde que as regras básicas de boas maneiras e gentileza não sejam feridas. Por exemplo? Não saber usar os talheres corretamente; em uma reunião conversar com outras pessoas de costas para quem estiver sentado ao lado; um homem não levantar para cumprimentar uma senhora, exceto se tiver problemas físicos (idosos). Uma mulher levantar para cumprimentar um homem jovem, só se quiser destacá-lo (faz muito tempo que não o vê).

AGEPES - Temos a impressão de que o tema etiqueta é o mais procurado pelo público feminino. Isso se aplica a realidade? Qual a participação dos homens?

Celia Ribeiro - O tema das boas maneiras é de maior interesse feminino, sim. Mas homens também liam minha coluna e faziam perguntas. As mães e as mulheres da casa respondem muitas perguntas deles a respeito de boas maneiras e como se vestir adequadamente para as ocasiões. Uma prova do quanto é necessário conhecer as regras básicas do saber viver para a imagem pessoal são os cursos de etiqueta executiva promovidos pelas empresas.

AGEPES - Fazendo um exercício de projeção, em 30 anos, o que imaginas para as regras de interação humana tendo em vista as adaptações sociais?

Celia Ribeiro - Com a rapidez  com que as coisas acontecem  e se modificam, impulsionadas pela internet e a tecnologia, não tenho  ideia de como será o comportamento daqui a 30 anos. Haverá mais racionalismo, os robôs andarão por aí, competindo com os humanos. Se é que o ser humano ainda vai conseguir viver na Terra, agredida demais pelos desmatamentos e pela poluição.

Postado em: 21/08/2020
Editor: Agepes

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